Desenvolver um ambiente de trabalho mais produtivo e inovador é o desejo de muitos líderes. Afinal, o contexto em que vivemos nos desafia a lidarmos de maneira mais ágil com o mundo VUCA. Em que complexidade, volatilidade, incerteza e ambiguidade nos assola. Mas como fazer isso? Aprender a lidar com o diferente. Sem dúvida, este parece ser um dos caminhos possíveis. Nesse sentido diversidade é a palavra de ordem.
A organização em si é constituída de pessoas. Assim como, de suas conexões umas com as outras.
O pensamento predominante no ambiente de trabalho, ainda é o de que os trabalhadores devam ser profissionais quando estão na empresa. Ou seja, devem deixar de lado qualquer aspecto pessoal, ou relacionado a vida dos sentimentos. Definitivamente esta é uma herança da perspectiva mecanicista imposta pela Revolução Industrial.
Mas isso em realidade é possível? Esta é uma ilusão que permeia e influencia as relações no ambiente de trabalho. Parece óbvio, mas cada pessoa carrega consigo suas necessidades, interesses e forma de atuar no mundo. A dissociação entre pessoa e trabalho não é possível só porque a jornada laboral foi iniciada.
Além disso, a diversidade não se constitui apenas de gênero, raça, idade. Ela vai muito além.
Certamente, são muitos os aspectos que podem ser considerados. Pois, cada ser humano desenvolve uma biografia única. O que por si só, nos remete a diversidade. Em suma, diversidade por conceito, está relacionada a variedade e multiplicidade.
Se reconhecemos o aspecto humano nas relações de trabalho, estamos diante do convite a respeitar e valorizar a diversidade. Afinal por natureza, somos diferentes uns dos outros.
Se colocarmos em evidência as diferenças culturais e também entre gerações, o desafio no ambiente organizacional, se torna ainda mais complexo.
Lidar com várias gerações no ambiente de trabalho, é sem dúvida, um desafio para os líderes hoje.
Não é simples gerar harmonia entre os times. Sendo capaz de integrar suas diferentes perspectivas e necessidades.
No exercício da liderança, o estilo comando e controle parte do princípio de que quanto menor a diversidade e diferença de perspectiva, mais fácil será sua tarefa. A partir desta imagem mecanicista, o colaborador é somente uma peça ligada a um mecanismo. Nesse sentido, quanto menor a variação, menor o risco. Isso torna maior a probabilidade de que tudo seja realizado como previsto.
Esta forma de exercer a liderança perdurou ao longo da história. Bem como, representa até hoje, a realidade de grande parte dos grupos de trabalho. Porém, esta estratégia nos leva a baixa produtividade e baixo nível de engajamento. Além de também aumentar o impacto negativo na capacidade de inovação.
As novas gerações, ocuparão a maioria das posições no ambiente de trabalho nos próximos anos. E elas consideram que a diversidade, deve incluir pensamentos e perspectivas. Ou seja, valorizando e querendo ouvir diferentes vozes e ideias. Esta atitude, torna possível desenvolver um ambiente em que prevaleça a transparência e a inclusão. A perspectiva tradicional a respeito de diversidade é considerada dada. Para as novas gerações, os aspectos cognitivos tem tanta importância quanto os demais.
Pesquisas comprovam que 67% dos trabalhadores consideram a diversidade um fator relevante quando escolhem um lugar para trabalhar.
Um outro fator importante a respeito da diversidade no ambiente de trabalho é o medo de lidar com o diferente. Quando nos vemos como líderes frente ao desafio que é considerar diferentes perspectivas, bem como, lidar com polaridades e integrar as diferenças, muitos de nós se rendem ao medo.
O medo de não tomar a melhor decisão a tempo, de lidar com os conflitos que surgem entre as pessoas, ou até mesmo, o medo de abrir mão de sua própria forma de resolver as coisas. Como líderes, atuando em estruturas organizacionais muito verticais, somos tidos como heróis. E não é tarefa fácil abrir mão deste lugar.
Em minha experiência, percebo também que dar espaço para diversidade no ambiente de trabalho, carrega consigo a necessidade de clareza de propósito e valores. Podemos e devemos divergir no campo das ideias, mas precisamos de algo que nos conecte a um propósito comum. Dessa forma, tornando possível desenvolver um caminho em que produtividade e entrega dos objetivos da organização aconteçam a partir das diferenças .
Construímos muros demais e pontes de menos – I. Newton
O fato é que os desafios sociais existentes na Revolução Industrial já não são mais os que se apresentam na era da Transformação Digital.
As organizações estão sendo convidadas a resolver problemas de maneira cada vez mais ágil. Assim como, a desenvolver novas ideias para novos mercados e pensar soluções nunca antes oferecidas diante das rápidas mudanças. Como resultado, a inovação e a colaboração passaram a ser palavras chave no desenvolvimento de qualquer organização. E isso, independente de seu tamanho, ou posicionamento no mercado.
Há benefícios tangíveis e comprovados que justificam o esforço da mudança de pensamento com relação a diversidade:
Em Management 3.0, um dos convites para o líder do futuro é respeitar e nutrir a diversidade. Desta forma, ele cria a possibilidade de implementar mudanças e inovar diante da complexidade do contexto organizacional em que estamos inseridos.
Sobretudo a comunicação, eu diria que, é um grande desafio. Algumas práticas propostas em Management 3.0, podem dar uma grande contribuição:
Mas para que isto aconteça e seja realmente possível, é importante superar a parcialidade e os preconceitos. Com os quais lidamos com as pessoas em nosso ambiente de trabalho (e porque não dizer na vida).
Algumas sugestões:
São muitas as possibilidades e oportunidades para desenvolver um ambiente de trabalho mais inclusivo, inovador e produtivo.
Escolha uma pequena atitude e comece agora!
Se você quer conhecer mais sobre as práticas e ferramentas propostas em Management 3.0 para lidar com a diversidade, participe do Workshop Agile People Leadership.